Tuesday, July 24, 2012

CINEASTA DO MATO


Passei anos relutando para não criar esse personagem, mas depois de passar 10 anos entre produções e eventos na área do audiovisual, então decidi construir algo que fosse cômico, que estivesse dentro do contexto do que é filmar na Amazônia e que realmente fosse o reflexo daqueles que vão além do amor a 7º arte e fazem disso uma incansável obsessão, não só no sentido de se dar bem “isso é outra irrealidade”, mas no sentido de se atrapalhar todo. O meu maior desafio será escrever uma série de textos lineares “que não é meu estilo” escritos sobre as aventuras de Begê Convallis, personagem ficcional que filmou na Amazônia nos anos 90.  

Primeiramente apresento o personagem principal com uma imagem apenas ilustrativa, mas aos poucos ele será inventado e posteriormente escreverei as peripécias dele em episódio mensal que talvez tenha uns cinco post.  

Há muitas curiosidades sobre Convallis, uma delas é que ele não é louco, mas possui um problema de ordem pessoal, ele é bastante carismático, apesar de ser um exímio mentiroso e manipulador, também, enche-se de orgulho quando chama o biongo “de sua casa”, de um lado ao outro sempre está acompanhado da Dona Pretinha “filmadora analógica” e o celular Audivox que ele chama de Fuxico. Convallis não possui computador por isso escreve seus roteiros na máquina de escrever com teclado em espanhol, não posso deixar de citar que no biogo o telefone fixo é da década de 50, além de muitas das vezes está cortado por falta de pagamento ou quando a operadora está com defeito, mas que por incrível que pareça quando funciona fica melhor do que orelhão público, ele costuma dormi em uma rede atada a uma escapula na parede, pois ele diz que cama só serve para trepar, mas como não há cama em seu biogo, ele trepa mesmo no chão. Convallis tem outro hábito, o de falar sozinho, quando ele não está no set costuma dá pití, pois acha que sabe tudo “pelo menos ele acha” Convallis já chegou ao ponto de tomar a câmera do cinegrafista. Ele diz que tem 22 anos de cinema e fez 15 longas metragens, quando deseja conquistar uma mulher, e completa pedindo a ela que seja a próxima atriz do seu mais novo filme. Ele odeia as loiras e chama os gays de paca “eu nem sei qual razão desse adjetivo”, a marca registrada de Convallis está na frase: primeiro eu, segundo eu, terceiro eu, quarto quem eu quiser e quinto quem tiver coragem de vim. Para marcar o encontro com sua amiga e amante “casada” ele usa o código “Vavá tá carente”. O biongo também funciona como uma produtora fajuta, onde seu fiel assistente Tota o chama de mestre. É Tota que atende ao telefone no biongo enquanto Convallis finge conversar com produtores americanos no Fuxico e Tota diz: no momento Mr. Convallis não pode atender, pois está negociando uma produção holydiana.       

Sunday, July 22, 2012

QUEM QUER SER TARANTINO?


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Quando ouço alguém chamar-me pela palavra “CINEASTA” eu paro e penso que essa pessoa está no mínimo me gozando, mas em seguida faço a pergunta que tanto me incomoda “você sabe o que é um cineasta?” e por alguns minutos a pessoa olha para sua própria testa na tentativa de desviar a pergunta, então percebo que resposta nenhuma eu terei.

A palavra “CINEASTA” é pomposa sim, enche de vaidade qualquer profissional da área, mas é preciso percorrer uma grande jornada para ganhar esse título de fato e de direito, no meu caso tenho o direito de exercer a profissão, mas o fato é que ainda estou há quilômetros de distância do domínio absoluto da linguagem do conhecimento do veículo que eu trabalho. Então agora vamos entender o que realmente é um cineasta.

Segundo o dicionário Michaelis, cineasta é a pessoa com sólidos conhecimentos da técnica e da estética cinematográfica, mas na pratica não é bem assim que as coisas funcionam, pois se fosse de dessa forma, ser cineasta iria caminhar somente para as duas vertentes descritas no Michaelis. 

Ser cineasta exige muito conhecimento? Sim, mas também exige domínio, disciplina, paciência, capacidade de convencimento, capacidade de liderança, perseverança, criatividade, dinamismo, firmeza, flexibilidade, habilidade para trabalhar em equipe, interesse pela natureza humana, ousadia, perfeccionismo, perfeição, senso crítico, senso estético, muita sensibilidade artística e equilíbrio entre o técnico e o artista para que possam vencer juntos qualquer dificuldade e limitação que sobreponha ao seu trabalho, pois não há como dissociar um do outro, ambos são os mesmos e querem as mesmas coisas. Ser cineasta é uma profissão que qualquer pessoa pode ter, mas poucos conseguirão levar até o fim, porque ser cineasta exige muita maestria, em suma, um cineasta pode ou não agregar valores imensuráveis aos seus trabalhos durante uma vida. 

Mas quanto a palavra “CINEMA” o que realmente significa?

Etimologicamente a palavra é de origem grega e significa “MOVIMENTO” é a técnica e a estética de fixar e de reproduzir imagens, é complicado estabelecer parâmetros da origem do cinema, mas a história começou a ser escrita com a criação do cinematógrafo pelos irmãos Lumière. 

Portanto, diante das explicações explanadas devemos sempre lembrar que o cinema é uma ferramenta cultural e uma arte esplendorosa, cheia de força e fonte de entretenimento no mundo todo, destinando-se ainda a educar os povos através do conhecimento da visão do mundo e de suas realidades.

                                                   Se você quer fazer um filme, faça-o. Não espere patrocínio, não espere circunstância perfeitas, simplesmente faça-o.” Quentin Tarantino.