Saturday, May 17, 2014

O VIAJANTE DO TEMPO




Pela primeira vez uma obra chamou a minha atenção para buscar o porquê de uma menina roubar livros. Eu não quis ler sinopse ou qualquer outro texto referencial publicado somente para deixar a minha curiosidade sobre a questão bem viva, no entanto, me ative em saber que o núcleo principal da história se passou durante a segunda guerra mundial. Os anos passaram, mas sempre que eu ouvia alguém citar o título dele novamente eu ficava a imaginar um milhão de possibilidades, pois o universo literário é assim, um verdadeiro mundo de possibilidades ou não. E, depois de tanto tempo de curiosidade, finalmente comecei a lê-lo.

Logo no começo percebi que havia um viajante narrador misterioso e que não era a protagonista, notei também que ele exercia grande poder. Cada encontro com ele era marcado e outros nem tanto, às vezes tais encontros também podiam ser antecipados, mas se isso acontecesse seria contra a vontade dele. O viajante revelava tudo com seus mistérios, e a recompensa para aqueles que o encontravam era serem recolhidos a um plano ímpar e particular que somente ele sabe onde está localizado.  
Os livros que a menina roubou durante os primeiros anos de sua juventude foram a compensação da esperança, da ilusão e do aprendizado meio a tantas incertezas.     Por três vezes Liesel encontrou o viajante misterioso, cada encontro era marcado por lágrimas, dor e solidão, no entanto, na última vez que eles se encontraram, ela teve de acompanhá-lo.